A Queiroz Galvão tem uma aeronave registrada em seu nome como proprietária e operadora, e outra como operadora. A primeira está em situação de hipoteca e comodato, e a segunda em arrendamento operacional e comodato. A empreiteira também não retornou à reportagem até o fechamento.
A Construtora OAS, por sua vez, apresentava uma aeronave em seu nome, como operadora, com o campo "Data da Compra/Transferência" em branco, e situação de "alienação fiduciária / cessão onerosa de uso". Em resposta, a OAS informou que "a empresa encontra-se em processo normal de renovação de frota".
A Andrade Gutierrez, das quatro aeronaves registradas em seu nome como operadora ou proprietária, apresentava uma também com o campo da data de compra/transferência em branco. Procurada, no entanto, informou que não está vendendo nenhuma aeronave, e comentou sobre a presença de seu nome em depoimentos da Operação Lava Jato:
"A Andrade Gutierrez informa que as duas citações feitas à empresa nas gravações dos depoimentos do Sr. Paulo Roberto Costa e do Sr. Alberto Youssef deixam claro que não há qualquer envolvimento da companhia com os assuntos relacionados às investigações. No depoimento de Alberto Youssef, ele afirma categoricamente que não tinha qualquer contato com a Andrade Gutierrez ou qualquer um de seus executivos. No trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa, ele cita o nome de um ex-funcionário da Andrade Gutierrez, que trabalhou por pouco tempo na empresa e que, por atuar no setor de óleo e gás, era natural que mantivesse contatos de trabalho com funcionários da Petrobras. A Andrade Gutierrez reitera que não tem ou teve qualquer envolvimento com os fatos relacionados com as investigações em curso e entende que o contexto das citações em que aparece o nome da empresa reforça esse posicionamento."?
A reportagem do Jornal do Brasil não encontrou registros de aeronaves vinculadas formalmente a outras empreiteiras citadas durante a investigação. No caso da Odebrecht, que tem duas aeronaves registradas em seu nome na base de dados da RAB, a assessoria não quis responder sobre a suposta tentativa de vendas de aeronaves, já que o registro atual das que estão em seu nome não indica nenhuma situação extraordinária ou venda efetuada.
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Fonte: Jornal do Brasil - Foto: Internet - 13/11/2014

