Publicação: 17/11/2014 - Correio Braziliense
| AVENIDA PARANOÁ - Dizem que é a Nova York do Distrito Federal, pela agitação constante, de dia e de noite |
| AVENIDA CENTRAL - A mais antiga avenida do Bandeirante é também uma das mais diversificadas |
| AVENIDA ALAGADOS, SANTA MARIA - Lugar para ciclismo e caminhada |
Tem de tudo nestas avenidas
Ao redor do Plano Piloto, estende-se uma trama de avenidas comerciais que oferecem uma diversidade de produtos de humilhar os shopping centers. Mercadinhos, mercadões, padarias, lojas de roupas e sapatos, agências bancárias, sapateiros, açougues, clínicas, pet shops, lojas de produtos agropecuários, de material de construção, lojas de cosméticos, cabeleireiros, hotéis, clínicas, antiquários e uma vasta rede de restaurantes e bares, dos mais modestos aos de classe média.
As avenidas têm nome, ao redor do Plano Piloto. Avenida Samdu, Avenida Hélio Prates, Avenida Independência, Avenida Paranoá, Avenida Alagados, Avenida Central e muitas Avenidas Comerciais. Nelas, viceja o pequeno comércio, colado um no outro, movimentado a semana inteira, especialmente nos fins de tarde. E incrivelmente agitado aos sábados, domingos e feriados.
A Avenida Paranoá é um dos mais vistosos exemplos de excitação comercial. Moradores da cidade costumam dizer que a avenida é a Nova York do Distrito Federal, tão intenso e contínuo é o movimento nas lojinhas na via de duas mãos, divididas por um canteiro central, de trânsito caótico e ambulantes mil. Franquias de junk food, de perfumaria e algumas ainda desconhecidas do restante do Distrito Federal se instalaram na Avenida Paranoá.
A mais antiga das vias comerciais de Brasília é também uma das mais sortidas. A Avenida Central do Núcleo Bandeirante tem comércio forte, diverso e tradicional. “Temos todas as bandeiras bancárias, lojas agropecuárias e uma gastronomia apurada. Aqui estão algumas padarias premiadas que não deixam nada a dever às do Lago Sul”, diz o presidente da Associação Comercial da cidade, Valdemir Hass.
As avenidas comerciais atendem não apenas aos moradores das cidades-satélites. Quem mora em condomínios e zonas rurais das proximidades ou trafega pelas rodovias que dão acesso às avenidas preferem, muitas vezes, o comércio local ao shopping ou aos supermercados. “Eu mesmo, quando morei fora do Bandeirante, vinha aqui fazer compras. Aqui, todos se conhecem pelo nome, pelo apelido. Pode estacionar e fazer tudo o que precisa a pé”, diz Hass.
O comércio de rua é “o pulso da cidade”, diz o presidente da Associação Comercial de Planaltina, Célio Rodrigues. A mais importante avenida comercial da mais antiga cidade do DF, a Independência, oferece aos habitantes e à vizinhança estabelecimentos os mais variados. Rodrigues destaca a recente concentração de clínicas médicas particulares. “Há muito tempo, Planaltina deixou de ser uma cidade-dormitório.”
O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, ressalta que o morador da cidade-satélite não quer nem precisa ir ao shopping distante no fim de semana. Ele se resolve perto de casa. E destaca o crescimento das lojas de material de construção como fruto das políticas sociais do governo.
