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ADEUS A ADIB JATENE, UM BRASILEIRO COMO POUCOS

Adib Jatene, enrolado pelo PSDB, preferiu sair do Governo
Jatene, um cidadão exemplar
Carlos Newton
Foi sepultado no Cemitério do Araçá, na zona oeste da capital paulista, o corpo de um brasileiro que realmente honrava este país – o médico, cirurgião, professor, cientista e administrador público Adib Jatene.
Em meio ao mar de lama que sempre envolveu a política brasileira, Jatene teve importantes cargos públicos e jamais sofreu críticas. Sua conduta nunca recebeu a menor restrição, porque ele era um cidadão reconhecidamente notável e intocável.
Nascido em Xapuri, no Acre, em 4 de junho de 1929,  filho de imigrantes árabes, formou-se em Medicina na Universidade de São Paulo, onde viria a ser professor catedrático. Sua especialista era a cirurgia do tórax, em que se tornou respeitado internacionalmente.
Entre dezenas de inovações que introduziu nas operações torácicas, ficou famoso como criador de uma cirurgia do coração que leva seu nome e adota uma técnica especial para transposição das grandes artérias em récem-nascidos. Foi também construtor do primeiro coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas.
UM EXEMPLO QUE FICA
Jatene era respeitado por todas as correntes políticas. Foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante o governo de Fernando Collor e, a última delas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Era diretor-geral do Hospital do Coração.
Adib Jatene deixou quatro filhos, a mulher Aurice Biscegli Jatene e um vazio enorme no coração dos brasileiros, que precisam entender que a corrupção não leva a nada. É o trabalho que nos honra e dignifica. E Jatene trabalhou até os 85 anos de idade, praticamente sem tirar férias.
Por fim, como lembrou o comentarista Paulo Dubois, Jatene foi o criador da CPMF para melhorar o atendimento de saúde. Quando o governo FHC começou a desviar as verbas, imediatamente pediu demissão.

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