Por: Maria Lima, O Globo
Quatro partidos nanicos – PMN, PTdoB, PTC e PTN – anunciaram nesta quarta-feira em ato promovido na liderança do PSDB do Senado, adesão à candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República. O PMN e PTdoB, que fazem parte do bloco com o PR da Câmara, tem juntos seis deputados federais.
Ao comentar informação de que na reunião realizada no Palácio da Alvorada, com a presença do ex-presidente Lula , João Santana traçou um cenário negro para Dilma na campanha, Aécio disse que pelo menos nisso tem que concordar com o marqueteiro petista.
Eu concordo com o marqueteiro mor de Dilma: a coisa está realmente feia para o governo. Mas ele deveria ter visto isso lá atrás, quando resolveram aparelhar o governo entregando empresas como a Petrobras. Deveria ter pensado nisso a cada medida autoritária e equivocada que tomam. O que sei é que o sentimento que vejo por onde ando é um só: já deu! Ninguém aguenta mais o que está acontecendo no Brasil e nós somos a alternativa para a mudança – ironizou
Aécio comemorou a adesão dos nanicos como uma prévia do grande ato que acontecerá amanhã no Rio para formalizar o movimento “Aezão” – Aécio e Pezão – , com o presença de presidentes regionais do PMDB, PP, PSD, SD, PTB e outros. O ato acontecerá na Churrascaria Baby Beef, na Barra da Tijuca.
Aécio diz que a vinda dos partidos , na base, é natural. E que Dilma pode ficar com o tempo de TV, mas ele ficará com o trabalho efetivo dos políticos nos estados.
Pelas regras atuais, Aécio tem 3 minutos e 42 segundos Dilma tem 10 minutos e 14 segundos. Os quatro partidos que aderiram hoje, depois das convenções, podem lhe dar algo em torno de mais um minuto.
Eu vejo um esforço enorme da presidente, que está distribuindo espaço no governo a rodo em troca de alguns segundos a mais no tempo de TV. Sem qualquer constrangimento ela loteia estatais e cargos em bancos e outros setores do governo. Sem problema. A Dilma ficará com o tempo de TV e nós ficaremos com o trabalho e abnegação dos homens públicos que querem nos ajudar a mudar essa situação que aí está – disse Aécio.
Sobre o “Aezão”, Aécio explicou que os partidos podem aprovar apoio a Pezão nas convenções, mas ficam liberados para fazer campanha para ele no Rio.
Vamos receber o apoio de vários partidos maiores do Rio que já manifestaram apoio ao Pezão, mas manifestaram também apoio a minha candidatura. Há uma construção em torno de nossa candidatura disse Aécio, lembrando que a construção pode se repetir em outros estados.
No ato de adesão do PMN, que lá atrás quase se fundiu com o PPS de Roberto Freire (SP), a presidente Telma Ribeiro disse que a opção por Aécio foi definida porque o considera alternativa para resgatar a dignidade do povo brasileiro.
Estamos vindo sem pensar em fantasias ou projetos mirabolantes. O que temos é que resgatar a dignidade do povo brasileiro. O ser humano não precisa de caridade. Isso não traz nenhuma satisfação discursou Telma, que passou o tempo todo de mãos dadas com Aécio.
O deputado Carlos Alberto (PMN-RJ), prometeu a Aécio o apoio de 50 mil taxistas do estado do Rio, com quem discutiu a política da lei seca.

