Laryssa Borges
Veja
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O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PPS-PR), vai apresentar nesta semana requerimento para convocar o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para explicar as chantagens da ex-chefe do escritório da Presidência da República Rosemary Noronha a integrantes do governo. Também serão convidados a prestar depoimento o atual chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, Beto Vasconcelos, e a própria Rosemary.
As movimentações de Rose, como é conhecida no meio político, foram descobertas pela Polícia Federal (PF) em 2012, quando foi deflagrada a operação Porto Seguro, que desmontou uma quadrilha que vendia pareceres de órgãos públicos a empresas privadas. Na ocasião, agentes da PF fizeram buscas no gabinete dela na Presidência da República em São Paulo e apreenderam documentos.
Depois que foram descobertas suas traficâncias, Rose foi demitida, banida do serviço público e indiciada pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção. Abandonada, ela traçou um plano para obter ajuda política e financeira e começou a chantagear integrantes do governo e a constranger antigos colegas de trabalho, pressionando-os a depor no processo que tramitava sobre seu caso na Controladoria-Geral da União (CGU), conforme mostrou VEJA.
Nos planos de Rose, o atual chefe de gabinete de Dilma, Beto Vasconcelos, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o ministro Gilberto Carvalho iriam ajudá-la a se reaproximar do ex-presidente Lula. Depois disso, um dos amigos mais próximos de Lula, Paulo Okamotto, providenciou uma banca de advogados para Rose e a ajudou na reforma de um apartamento em São Paulo e na compra de uma rede de escolas de inglês.
“A senhora Rosemary parece ser detentora de muita informação sobre a cúpula do governo passado e deste, então o Congresso Nacional deve oferecer a ela um espaço que ela conte sua versão dos fatos e, talvez assim, esclarecer pontos que continuam ainda muito obscuros”, disse Rubens Bueno ao justificar a apresentação do requerimento.
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VEJA DÁ AULA DE JORNALISMO ÀS AVESSAS
VEJA DÁ AULA DE JORNALISMO ÀS AVESSAS
Carlos Newton
A Veja tirou o repórter Robson Bonin da cobertura do assunto, passou a pauta para a repórter Laryssa Borges, mas continua repetindo as mesmas idiotices que foram “vazadas” à revista pelo Planalto.
A nova matéria insiste: “Abandonada, ela (Rose) traçou um plano para obter ajuda política e financeira e começou a chantagear integrantes do governo e a constranger antigos colegas de trabalho, pressionando-os a depor no processo que tramitava sobre seu caso na Controladoria-Geral da União“.
CONVERSA FIADA 1 – Rose jamais foi abandonada. Desde o início, o PT paga seus quatro escritórios de advogados (três em São Paulo e um em Porto Alegre, especializado em improbidade administrativa). Nunca precisou de chantagear ninguém. A ideia de convocar os ministros foi de um de seus advogados.
Insiste a Veja em dizer que “nos planos de Rose, o atual chefe de gabinete de Dilma, Beto Vasconcelos, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o ministro Gilberto Carvalho iriam ajudá-la a se reaproximar do ex-presidente Lula“.
CONVERSA FIADA 2 – Não existe propósito de Rose se reaproximar de Lula, porque o ex-presidente jamais se distanciou dela, conforme já informamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet. Desde o início do escândalo, Lula dá apoio total a Rose e até já participou de reuniões com advogados. Antes de ser preso, José Dirceu também ia a essas reuniões, junto com Rose e o ex-marido. E foi Lula quem determinou que Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, desse apoio total a Rose, ajudando na reforma do apartamento em São Paulo e na compra de uma franquia de escola de inglês.
CONVERSA FIADA 3 - Mas a Veja vai mais longe e agora diz que Okamotto a ajudou “na compra de uma rede de escolas de inglês“. Quer dizer que Rose comprou “uma rede de escolas de inglês”? A mesma Veja disse que há dois dias que Rose comprara apenas uma franquia de uma escola de inglês…
Diz também a Veja que foi Okamotto quem “providenciou uma banca de advogados para Rose“. Mas até as paredes da OAB sabem que são quatro escritórios, e desde o início quem paga é o PT e não o Instituto Lula…
O pior é que foi a veja que procurou o deputado Rubens Bueno, líder do PPS, para pedir-lhe que tentasse “convocar” os ministros. A revista está usando o parlamentar para criar um “factóide” e dar seguimento à reportagem/fraude de interesse do Planalto. Ao contrário do que a matéria dá a entender, ele não tem a menor condição de “convocar” ninguém. O máximo que pode fazer é propor que alguma comissão da Câmara o faça.
VEJA VISITA DILMA
Acerca do palpitante assunto, recebi hoje a seguinte mensagem de um comentarista aqui da Tribuna:
Jornalista Carlos Newton, não acredito em ingenuidade, em se tratando de um profissional de alto coturno da imprensa, a serviço de uma editora do porte e calibre da Abril.
É impossível acreditar que ambos desconheçam o binômio informação-desinformação no universo jornalístico.
Como já foi intensamente afirmado aqui, e em outros órgãos da mídia, um bom jornalista checa a suas fontes informativas, mais de uma vez, e por vias distintas, antes de “bater o martelo”.
Por oportuno, sugiro que se verifique as razões de um Diretor (Executivo?) da Editora Abril ter estado no Gabinete da Presidente Dilma, na semana passada, inclusive com foto do encontro-audiência divulgada ao público, ANTES de a Veja publicar (ingenuamente?) a matéria.
Obrigado pela acolhida.
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Fonte: Tribuna da Internet
