A defesa do ex-governador do Distrito Federal acredita que há ligação entre o que Barbosa falou e o processo da Operação Aquarela, em que Roriz é acusado de desviar recursos de contratos públicos.
O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz conseguiu na Justiça o acesso aos termos do acordo de delação premiada de Durval Barbosa no suposto esquema conhecido como Mensalão do DEM-DF. A defesa de Roriz fez o pedido porque acredita que há ligação entre o que Barbosa falou e o processo originário da Operação Aquarela, em que Roriz e outras 22 pessoas são acusadas de utilizar o Banco de Brasília (BRB) para desviar recursos de contratos públicos.
A delação à qual Roriz vai ter acesso foi feita entre Durval Barbosa e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como um acordo para que os promotores tivessem conhecimento do esquema que teria sido caracterizado pela compra de apoio político de deputados distritais e outras autoridades por parte do governo. Para o magistrado que deferiu o pedido, "se a defesa não tiver conhecimento prévio das declarações prestadas pelo colaborador (no caso, o delator Durval Barbosa), poderá ser surpreendida em audiência sem a possibilidade de produzir contra-argumentos ou contraprovas".
Joaquim Roriz foi denunciado pelo MPDFT por envolvimento em um esquema de corrupção no BRB, iniciado em 1999, com a nomeação de Tarcísio Franklim de Moura para a presidência do banco. Segundo as investigações, os dois e outras 21 pessoas usavam contratos públicos para realizar desvios e lavagem de dinheiro. A investigação resultou na Operação Aquarela.
À época, o MPDFT considerou que Roriz se beneficiou de forma ilegal com o desconto de cheque de R$ 2,2 milhões, em nome do empresário Nenê Constantino. Roriz disse na ocasião que Constantino havia lhe oferecido um empréstimo para a compra do embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. O caso também ficou conhecido como Bezerra de Ouro. No último dia 15, Roriz foi absolvido em outro processo relacionado ao caso, uma ação de improbidade administrativa que tramitava na 3ª Vara da Fazenda Pública do DF.
Já no processo Caixa de Pandora, o ex-governador não é réu. Além de Roriz, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) concedeu à defesa do distrital Aylton Gomes (PR) acesso ao mesmo termo de declaração. A defesa de Roriz entrou com o pedido de vistas do processo depois que a Justiça recebeu a denúncia do esquema Caixa de Pandora. Com base na nova Lei do Crime Organizado, a delação premiada deixa de ser sigilosa a partir do momento em que a Justiça recebe a denúncia.
Por: Kelly Almeida - Correio Braziliense - 03/05/2014
O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz conseguiu na Justiça o acesso aos termos do acordo de delação premiada de Durval Barbosa no suposto esquema conhecido como Mensalão do DEM-DF. A defesa de Roriz fez o pedido porque acredita que há ligação entre o que Barbosa falou e o processo originário da Operação Aquarela, em que Roriz e outras 22 pessoas são acusadas de utilizar o Banco de Brasília (BRB) para desviar recursos de contratos públicos.
A delação à qual Roriz vai ter acesso foi feita entre Durval Barbosa e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como um acordo para que os promotores tivessem conhecimento do esquema que teria sido caracterizado pela compra de apoio político de deputados distritais e outras autoridades por parte do governo. Para o magistrado que deferiu o pedido, "se a defesa não tiver conhecimento prévio das declarações prestadas pelo colaborador (no caso, o delator Durval Barbosa), poderá ser surpreendida em audiência sem a possibilidade de produzir contra-argumentos ou contraprovas".
Joaquim Roriz foi denunciado pelo MPDFT por envolvimento em um esquema de corrupção no BRB, iniciado em 1999, com a nomeação de Tarcísio Franklim de Moura para a presidência do banco. Segundo as investigações, os dois e outras 21 pessoas usavam contratos públicos para realizar desvios e lavagem de dinheiro. A investigação resultou na Operação Aquarela.
À época, o MPDFT considerou que Roriz se beneficiou de forma ilegal com o desconto de cheque de R$ 2,2 milhões, em nome do empresário Nenê Constantino. Roriz disse na ocasião que Constantino havia lhe oferecido um empréstimo para a compra do embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. O caso também ficou conhecido como Bezerra de Ouro. No último dia 15, Roriz foi absolvido em outro processo relacionado ao caso, uma ação de improbidade administrativa que tramitava na 3ª Vara da Fazenda Pública do DF.
Já no processo Caixa de Pandora, o ex-governador não é réu. Além de Roriz, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) concedeu à defesa do distrital Aylton Gomes (PR) acesso ao mesmo termo de declaração. A defesa de Roriz entrou com o pedido de vistas do processo depois que a Justiça recebeu a denúncia do esquema Caixa de Pandora. Com base na nova Lei do Crime Organizado, a delação premiada deixa de ser sigilosa a partir do momento em que a Justiça recebe a denúncia.
Por: Kelly Almeida - Correio Braziliense - 03/05/2014

