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POSSIBILIDADE DE SEGUNDO TURNO FAZ A BASE ALIADA COMEÇAR A SE DIVIDIR, BENEFICIANDO AÉCIO E CAMPOS

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Carlos Newton
A classe política brasileira é um ser disforme e maleável, que se adapta a todas as situações. Seus líderes se caracterizam pelo excelente faro e pela intuição, duas qualidades que lhes garantem uma permanente fatia do poder. Como a política é sempre mutante, mas os políticos vão se adaptando às situações, com os partidos adquirindo novos contornos, diante das circunstâncias.
É justamente o que está acontecendo agora, em função das novas pesquisas que colocam Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) em viés de alta, e a expectativa é de que essa subida deles se mantenha, quando passarem a ser mais conhecidos pelo eleitorado.
Esses novos números das pesquisas estão fazendo com que a chamada base aliada comece a se moldar em relação à nova conjuntura, para não serem surpreendidos no futuro. O ex-presidente Lula teve de entrar pessoalmente nas negociações para garantir horário eleitoral três vezes maior do que o espaço dos tucanos, mas uma coisa é tempo na TV e outra coisa é apoio na hora do voto.
DIRETO DA PAPUDA
De dentro da penitenciária da Papuda, onde está preso em decorrência do processo do mensalão, o ex-presidente Valdemar Costa Neto continua influindo no partido. De início, ele estava trabalhando pelo “Volta Lula”, mas agora radicalizou e defende o rompimento com o governo e o apoio a Aécio Neves, enquanto o atual presidente, senador Alfredo Nascimento (AM), segue defendendo a reeleição de Dilma ou Lula.
No mês que vem, a convenção do PR vai definir de quem será o apoio “oficial” do partido, que significa 1min56 no horário eleitoral gratuito para o PT. Mas na hora do voto, já se sabe que o PR vai se dividir, para continuar no poder seja qual for o resultado das eleições.
A mesma situação acontece com o PP, que está com o governo, mas vai apoiar Aécio Neves em vários Estados, entre eles o Rio Grande do Sul. E até o PMDB também apresenta defecções em seu apoio ao candidato do PT, seja Dilma ou Lula. No Rio de Janeiro, por exemplo, o partido já está fechado com Aécio.
CAMPOS GANHA APOIO
O terceiro principal candidato, Eduardo Campos (PSB), que já era apoiado pelo PPS e pelo PPL, acaba de receber também a adesão de mais dois partidos: o Partido Republicano Progressista (PRP) e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). E no Rio de Janeiro, o pré-candidato do PR ao governo do estado, deputado Anthony Garotinho, também já fala em apoiar Eduardo Campos.
Traduzindo tudo isso: na política brasileira, a grande maioria dos partidos obedece às leis da física – são corpos menores que se amoldam aos corpos maiores, aos quais aderem pegajosamente. Não importa quem vença as eleições, esses partidos estarão sempre dispostos a apoiar o governo. Eles vivem disso.
PT MARCA CONVENÇÃO
O PT marcou sua convenção para 29 de março, quando enfim decidirá entre as candidaturas de Dilma e Lula. O partido não confia nos institutos de pesquisas e está fazendo levantamentos semanais paralelos, que estão demonstrando a inevitabilidade do segundo turno, circunstância que para os petistas significa possibilidade de derrota se a candidata for Dilma Rousseff.
O tema é da máxima importância e daqui a pouco a gente volta com outras informações sobre a ferrenha disputa entre Dilma e Lula, que está agitando os bastidores do PT.

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