O ministro do Supremo Tribunal
Federal Teori Zavascki reconsiderou decisão que havia proferido nesta
segunda-feira e manteve 11 presos pela PF na Operação Lava Jato que mandara
soltar.
Com a mudança, segue preso o doleiro
Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar um esquema de lavagem
que movimentou R$ 10 bilhões.
O único preso que foi liberado pelo
ministro foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele deixou a
superintendência da PF em Curitiba na tarde desta segunda-feira (19).
O ministro decidira soltar todos os 12
presos da operação em despacho deste domingo à noite (18).
O juiz federal Sérgio Moro havia pedido
explicações do alcance da decisão ao ministro. Apontou que um dos presos, Rene
Luiz Pereira, estava envolvido com o tráfico de 750 quilos de cocaína e a
lavagem do dinheiro resultante desse crime...
A Folha obteve a decisão de Zavascki na
manhã desta terça-feira (20).
Youssef também é acusado de ter
participado, indiretamente, dessa remessa de cocaína para a Espanha.
"Em face das razões e fatos
destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se
mantenham os atos decisórios, inclusive ao que se refere aos decretos de prisão",
escreveu o ministro na explicação que manteve as prisões.

