A formação de chapas para a as disputas proporcionais, de deputados distritais e federais, mobiliza as legendas do DF, que fazem conta para tentar definir quais alianças são mais competitivas. Coeficiente eleitoral vai aumentar este ano, o que preocupa os políticos.
À frente do PSD-DF, Rogério Rosso estuda estratégias para o partido eleger o maior número de parlamentares.
Em 2010, o PT fez coligação com o PDT, PPS e com o PSB para a disputa de federal. As quatro legendas somaram 693.663 votos e conseguiram quatro vagas. De lá para cá, o PT rompeu com todos esses partidos e terá que construir um grupo para as eleições. Há quatro anos, os petistas foram beneficiados pela expressiva votação de Reguffe (PDT), que sozinho teve 266.465 votos. Também pesaram nesse cálculo os votos dos petistas Paulo Tadeu e Magela, que não serão candidatos.
Para o pleito de outubro, o PT quer fazer um chapão que reuúna todos os partidos da base aliada do governo. Atualmente, 17 legendas apoiam o GDF. Assim, o partido estima eleger cinco ou até seis parlamentares do grupo para a Câmara dos Deputados. Mas a ideia encontra grande resistência entre aliados de partidos menores, que temem ajudar o PT sem obter benefícios. “Com a decisão do Magela de disputar o Senado, certamente vai diminuir o medo que alguns partidos têm. O chapão é bom para todo mundo porque aumenta a possibilidade de elegermos um deputado a mais do que faríamos separados”, justifica o presidente regional do PT, Roberto Policarpo.
Ele lembra ainda que, em caso de reeleição, haveria benefícios para os suplentes, caso os titulares eleitos dos mandatos deixassem o posto para assumir cargos no governo. Na disputa à Câmara Legislativa, o PT vai sair sozinho, assim como fez em 2010. Os petistas esperam, dessa forma, eleger cinco deputados distritais.
O presidente regional do PTdoB, Marcus Vinícius Britto, diz que não cogita a possibilidade de um chapão que reúna o PT e todos os outros partidos da base. “Não tem a menor chance. Quanto mais partidos o PT conseguir juntar, melhor para eles, mas não para os pequenos. Não queremos ajudá-los sem ter a menor chance de eleger alguém”, explica o dirigente. O PTdoB estuda formar coligação com algum partido que tenha um ou dois puxadores de voto, que consigam fazer no máximo 90 mil votos. Para a disputa de distrital, o partido está praticamente acertado com o PHS. A ideia é lançar 25 candidatos à Câmara Legislativa.
Rodrigo Rollemberg formará um grupo de candidatos do PSB e do PDT para as disputas de distrital e federal.
Alternativa
Já o PMDB propõe uma alternativa ao chamado chapão, mas também quer discutir uma saída que evite uma grande pulverização, o que ocorreria com a criação de várias coligações menores. O presidente regional da legenda, o vice-governador Tadeu Filippelli, acredita que o ideal seria dividir todos os partidos aliados ao governo em dois grupos, com o PMDB e o PT em coligações diferentes. “Essa é a saída mais recomendável porque não aumenta tanto o número de coligações a ponto de desperdiçarmos votos”, justifica.
Na corrida à Câmara Legislativa, o PMDB saiu sozinho em 2010, mas aposta na possibilidade de formar aliança com mais um partido. “Construímos uma nominata com pessoas que têm semelhança de perfil. São candidatos com cerca de 9 mil votos. Em outubro do ano passado, durante as filiações, não recebemos nenhum deputado com mandato e acreditamos que isso vai facilitar a coligação com algum partido de perfil semelhante”, explica Filippelli.
O PSD ainda não decidiu que caminho seguirá nas eleições majoritárias, apesar de ser assediado por todos os pré-candidatos ao governo. A legenda faz contas também para definir coligações competitivas para as eleições de deputados federal e distrital. “O PSD montou uma nominata equilibrada, com novos nomes que nunca foram testados nas urnas. São líderes comunitários e representantes de categorias, por exemplo. Com isso, posso afirmar que só vamos nos coligar com partidos que tenham no mínimo igualdade de condições. O PSD não servirá de escada ou corrimão para nenhum partido”, declara o presidente regional da legenda, Rogério Rosso.
Depois de acertar a aliança com o PDT, o PSB deve repetir a dobradinha com pedetistas também nas eleições proporcionais, tanto para distrital quanto para federal. No caso da disputa à Câmara Legislativa, a decisão é mais benéfica para o PDT, que tem nomes de maior projeção, como Celina Leão e Joe Valle. Já o PSB montou uma nominata com nomes menos conhecidos. Mas o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) acredita que a coligação com o PDT não trará prejuízos. “Sozinho, o PSB poderia eleger dois distritais. Junto do PDT, podemos chegar a quatro, talvez cinco deputados. A nossa grande aposta é na força da aliança, que terá a presença de Marina Silva e Eduardo Campos”, explicou.
200 milNúmero estimado de votos que serão necessários este ano para eleger um deputado federal.
Por: Helena Mader - Correio Braziliense - 19/05/2014
À frente do PSD-DF, Rogério Rosso estuda estratégias para o partido eleger o maior número de parlamentares.
Em 2010, o PT fez coligação com o PDT, PPS e com o PSB para a disputa de federal. As quatro legendas somaram 693.663 votos e conseguiram quatro vagas. De lá para cá, o PT rompeu com todos esses partidos e terá que construir um grupo para as eleições. Há quatro anos, os petistas foram beneficiados pela expressiva votação de Reguffe (PDT), que sozinho teve 266.465 votos. Também pesaram nesse cálculo os votos dos petistas Paulo Tadeu e Magela, que não serão candidatos.
Para o pleito de outubro, o PT quer fazer um chapão que reuúna todos os partidos da base aliada do governo. Atualmente, 17 legendas apoiam o GDF. Assim, o partido estima eleger cinco ou até seis parlamentares do grupo para a Câmara dos Deputados. Mas a ideia encontra grande resistência entre aliados de partidos menores, que temem ajudar o PT sem obter benefícios. “Com a decisão do Magela de disputar o Senado, certamente vai diminuir o medo que alguns partidos têm. O chapão é bom para todo mundo porque aumenta a possibilidade de elegermos um deputado a mais do que faríamos separados”, justifica o presidente regional do PT, Roberto Policarpo.
Ele lembra ainda que, em caso de reeleição, haveria benefícios para os suplentes, caso os titulares eleitos dos mandatos deixassem o posto para assumir cargos no governo. Na disputa à Câmara Legislativa, o PT vai sair sozinho, assim como fez em 2010. Os petistas esperam, dessa forma, eleger cinco deputados distritais.
O presidente regional do PTdoB, Marcus Vinícius Britto, diz que não cogita a possibilidade de um chapão que reúna o PT e todos os outros partidos da base. “Não tem a menor chance. Quanto mais partidos o PT conseguir juntar, melhor para eles, mas não para os pequenos. Não queremos ajudá-los sem ter a menor chance de eleger alguém”, explica o dirigente. O PTdoB estuda formar coligação com algum partido que tenha um ou dois puxadores de voto, que consigam fazer no máximo 90 mil votos. Para a disputa de distrital, o partido está praticamente acertado com o PHS. A ideia é lançar 25 candidatos à Câmara Legislativa.
Rodrigo Rollemberg formará um grupo de candidatos do PSB e do PDT para as disputas de distrital e federal.
Alternativa
Já o PMDB propõe uma alternativa ao chamado chapão, mas também quer discutir uma saída que evite uma grande pulverização, o que ocorreria com a criação de várias coligações menores. O presidente regional da legenda, o vice-governador Tadeu Filippelli, acredita que o ideal seria dividir todos os partidos aliados ao governo em dois grupos, com o PMDB e o PT em coligações diferentes. “Essa é a saída mais recomendável porque não aumenta tanto o número de coligações a ponto de desperdiçarmos votos”, justifica.
Na corrida à Câmara Legislativa, o PMDB saiu sozinho em 2010, mas aposta na possibilidade de formar aliança com mais um partido. “Construímos uma nominata com pessoas que têm semelhança de perfil. São candidatos com cerca de 9 mil votos. Em outubro do ano passado, durante as filiações, não recebemos nenhum deputado com mandato e acreditamos que isso vai facilitar a coligação com algum partido de perfil semelhante”, explica Filippelli.
O PSD ainda não decidiu que caminho seguirá nas eleições majoritárias, apesar de ser assediado por todos os pré-candidatos ao governo. A legenda faz contas também para definir coligações competitivas para as eleições de deputados federal e distrital. “O PSD montou uma nominata equilibrada, com novos nomes que nunca foram testados nas urnas. São líderes comunitários e representantes de categorias, por exemplo. Com isso, posso afirmar que só vamos nos coligar com partidos que tenham no mínimo igualdade de condições. O PSD não servirá de escada ou corrimão para nenhum partido”, declara o presidente regional da legenda, Rogério Rosso.
Depois de acertar a aliança com o PDT, o PSB deve repetir a dobradinha com pedetistas também nas eleições proporcionais, tanto para distrital quanto para federal. No caso da disputa à Câmara Legislativa, a decisão é mais benéfica para o PDT, que tem nomes de maior projeção, como Celina Leão e Joe Valle. Já o PSB montou uma nominata com nomes menos conhecidos. Mas o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) acredita que a coligação com o PDT não trará prejuízos. “Sozinho, o PSB poderia eleger dois distritais. Junto do PDT, podemos chegar a quatro, talvez cinco deputados. A nossa grande aposta é na força da aliança, que terá a presença de Marina Silva e Eduardo Campos”, explicou.
200 milNúmero estimado de votos que serão necessários este ano para eleger um deputado federal.
Por: Helena Mader - Correio Braziliense - 19/05/2014


