Ceilândia representa 8% da renda domiciliar do Distrito Federal e arrecada 25% dos tributos recolhidos na capital do país. Com 449.500 moradores e dinheiro em circulação, a cidade não para de receber grandes empreendimentos.
Não faltaram os parabéns e um bolo gigante para comemorar os 43 anos da cidade: fim de semana será marcado por diversas atrações.
Ceilândia está em festa. Ontem, pelo menos 2 mil pessoas compareceram ao centro para cantar os parabéns pelos 43 anos da cidade e comer um pedaço do bolo de 43 metros. Com música e queima de fogos, a população celebrou o aniversário de uma das regiões administrativas que mais cresce no Distrito Federal. Para se ter ideia, hoje, Ceilândia tem a terceira maior renda domiciliar total, atrás apenas do Plano Piloto e de Águas Claras. Responde por 8% do que ganham as famílias brasilienses, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).
Com dinheiro em circulação, a maior cidade do DF atrai muitos empreendimentos. Já conta com três unidades privadas de ensino superior, um câmpus da Universidade de Brasília (UnB), e o Shopping JK se instalou no ano passado na região administrativa (leia Para saber mais). “É um mercado que não é formado por uma renda mensal per capita elevada, mas por um grande contigente de consumidores”, destaca o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya. Atualmente, a cidade, que tem 449.500 habitantes, responde por 16,5% da população do Distrito Federal.
Na avaliação de Miragaya, apesar do crescimento, ainda é prematuro dizer que Ceilândia deixou de ser uma “cidade dormitório”. “Ela gera 67 mil postos de trabalho para 182 mil trabalhadores que moram na região. Ou seja, apenas 37% das pessoas moram e trabalham na cidade. São números inferiores a Taguatinga e ao Plano Piloto”, explica. Contudo, ele traça prognósticos otimistas para daqui 16 anos. “A tendência é de que a proporção da população entre Ceilândia e o Distrito Federal chegue a 20%, em um salto para 700 mil pessoas em 2030. O ritmo de crescimento vai ser mais acelerado, e a aposta é de que, além do mercado ter alta numérica, o nível de renda crescerá acima da média do DF”, avalia.
Movimento nas ruas
A forte presença de moradores em circulação pelas ruas é um dos fatores que mais movimenta a economia local. “Esquinas, quadras ou feiras. Onde o consumidor vai, encontra algum comércio. Por melhor que sejam as instalações e produtos de um estabelecimento, se não tem cliente, não se faz caixa e não se obtém lucro. Em Ceilândia, os comerciantes dificilmente enfrentam esse tipo problema”, afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Adelmir Santana. De acordo com ele, a região representa 25% da arrecadação de tributos do Distrito Federal.
Na cidade, existem 12 mil estabelecimentos comerciais e 1,2 mil indústrias, entre pequenas, médias e de grande porte. Mas, para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ceilândia (Acic), Clemilton Saraiva, são os 8 mil empreendedores individuais que dão o tom mais característico da região. “São pessoas que se estabelecem até no fundo do quintal da casa”, diz.
A cidade ainda se sobressai do ponto de vista logístico. “Ela está entre duas artérias importantíssimas que ligam o DF a grandes regiões consumistas do Centro-Oeste e até do Nordeste e Norte do país. Ceilândia tem uma vocação atacadista no setor industrial muito forte, de materiais de construção a alimentos não perecíveis”, afirma Clemilton. A festa na cidade continua este fim de semana (leia Programe-se). O governador Agnelo Queiroz participou da cerimônia que cortou o bolo gigante em pleno centro da região administrativa ontem.
Programe-se - Amanhã
A partir das 9h, na praça ao lado da Feira Central, acontece o “Ceilândia em Ação”, que vai levar à comunidade diversos atendimentos, como serviços de odontologia, de corte de cabelo, atendimentos e orientações sobre saúde, momento da beleza, oficinas de artesanato, espaço da criança, apresentações artísticas, danças, brinquedos infláveis, atividades esportivas, entre outros. Vários artistas e bandas da cidade se apresentarão no palco principal, até as 20h
Domingo
Das 9h às 17h, será promovido o “Domingão do Lazer” especial, em frente à Administração Regional, na Via M1, em Ceilândia Sul. A expectativa é que milhares de moradores participem do tradicional evento, com atendimentos de saúde, recreação, apresentação de personagens infantis, espaço hip-hop, corte de cabelo, brinquedos infláveis, entre outras atrações. E ainda haverá shows de artistas da cidade e do DF
Para saber mais. Empregos gerados
O empreendimento que mais emprega mão de obra de Ceilândia é o Shopping JK. Gerou 2,2 mil postos de trabalho desde a inauguração, em novembro do ano passado. Ao todo, com o lançamento da torre comercial este ano, que terá 416 salas de 22m² a 55m², serão 4 mil postos de trabalho. “No último balanço feito, percebemos um crescimento de 20% de visitantes. Normalmente, temos cerca de 700 mil pessoas que passam pelo shopping por mês. Apenas aos fins de semana, o fluxo é de 8 mil veículos”, afirma o superintendente do shopping, Sidney Pereira.
“Quando tivemos a ideia de lançar um shopping em Ceilândia, percebemos um bom momento da economia brasileira e o aumento do consumo das classes C e D. E já era uma reivindicação dos próprios moradores, que precisavam se deslocar por muitos quilômetros para ir a um grande centro comercial. Agora, pela proximidade, muitos vão às compras a pé, sem a necessidade de utilizar o transporte público. O morador sai de casa e, em poucos minutos, está em um shopping que oferece infraestrutura e lazer”, avalia Pereira.
As perspectivas são as melhores para os próximos anos. “As pessoas estão cada vez mais dentro do shopping e a expectativa é de que o crescimento seja muito maior daqui para frente”, conta. (RC)
Por: Rodolfo Costa - Correuio Braziliense - 28/03
Não faltaram os parabéns e um bolo gigante para comemorar os 43 anos da cidade: fim de semana será marcado por diversas atrações.
Ceilândia está em festa. Ontem, pelo menos 2 mil pessoas compareceram ao centro para cantar os parabéns pelos 43 anos da cidade e comer um pedaço do bolo de 43 metros. Com música e queima de fogos, a população celebrou o aniversário de uma das regiões administrativas que mais cresce no Distrito Federal. Para se ter ideia, hoje, Ceilândia tem a terceira maior renda domiciliar total, atrás apenas do Plano Piloto e de Águas Claras. Responde por 8% do que ganham as famílias brasilienses, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).
Com dinheiro em circulação, a maior cidade do DF atrai muitos empreendimentos. Já conta com três unidades privadas de ensino superior, um câmpus da Universidade de Brasília (UnB), e o Shopping JK se instalou no ano passado na região administrativa (leia Para saber mais). “É um mercado que não é formado por uma renda mensal per capita elevada, mas por um grande contigente de consumidores”, destaca o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya. Atualmente, a cidade, que tem 449.500 habitantes, responde por 16,5% da população do Distrito Federal.
Na avaliação de Miragaya, apesar do crescimento, ainda é prematuro dizer que Ceilândia deixou de ser uma “cidade dormitório”. “Ela gera 67 mil postos de trabalho para 182 mil trabalhadores que moram na região. Ou seja, apenas 37% das pessoas moram e trabalham na cidade. São números inferiores a Taguatinga e ao Plano Piloto”, explica. Contudo, ele traça prognósticos otimistas para daqui 16 anos. “A tendência é de que a proporção da população entre Ceilândia e o Distrito Federal chegue a 20%, em um salto para 700 mil pessoas em 2030. O ritmo de crescimento vai ser mais acelerado, e a aposta é de que, além do mercado ter alta numérica, o nível de renda crescerá acima da média do DF”, avalia.
Movimento nas ruas
A forte presença de moradores em circulação pelas ruas é um dos fatores que mais movimenta a economia local. “Esquinas, quadras ou feiras. Onde o consumidor vai, encontra algum comércio. Por melhor que sejam as instalações e produtos de um estabelecimento, se não tem cliente, não se faz caixa e não se obtém lucro. Em Ceilândia, os comerciantes dificilmente enfrentam esse tipo problema”, afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Adelmir Santana. De acordo com ele, a região representa 25% da arrecadação de tributos do Distrito Federal.
Na cidade, existem 12 mil estabelecimentos comerciais e 1,2 mil indústrias, entre pequenas, médias e de grande porte. Mas, para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ceilândia (Acic), Clemilton Saraiva, são os 8 mil empreendedores individuais que dão o tom mais característico da região. “São pessoas que se estabelecem até no fundo do quintal da casa”, diz.
A cidade ainda se sobressai do ponto de vista logístico. “Ela está entre duas artérias importantíssimas que ligam o DF a grandes regiões consumistas do Centro-Oeste e até do Nordeste e Norte do país. Ceilândia tem uma vocação atacadista no setor industrial muito forte, de materiais de construção a alimentos não perecíveis”, afirma Clemilton. A festa na cidade continua este fim de semana (leia Programe-se). O governador Agnelo Queiroz participou da cerimônia que cortou o bolo gigante em pleno centro da região administrativa ontem.
Programe-se - Amanhã
A partir das 9h, na praça ao lado da Feira Central, acontece o “Ceilândia em Ação”, que vai levar à comunidade diversos atendimentos, como serviços de odontologia, de corte de cabelo, atendimentos e orientações sobre saúde, momento da beleza, oficinas de artesanato, espaço da criança, apresentações artísticas, danças, brinquedos infláveis, atividades esportivas, entre outros. Vários artistas e bandas da cidade se apresentarão no palco principal, até as 20h
Domingo
Das 9h às 17h, será promovido o “Domingão do Lazer” especial, em frente à Administração Regional, na Via M1, em Ceilândia Sul. A expectativa é que milhares de moradores participem do tradicional evento, com atendimentos de saúde, recreação, apresentação de personagens infantis, espaço hip-hop, corte de cabelo, brinquedos infláveis, entre outras atrações. E ainda haverá shows de artistas da cidade e do DF
Para saber mais. Empregos gerados
O empreendimento que mais emprega mão de obra de Ceilândia é o Shopping JK. Gerou 2,2 mil postos de trabalho desde a inauguração, em novembro do ano passado. Ao todo, com o lançamento da torre comercial este ano, que terá 416 salas de 22m² a 55m², serão 4 mil postos de trabalho. “No último balanço feito, percebemos um crescimento de 20% de visitantes. Normalmente, temos cerca de 700 mil pessoas que passam pelo shopping por mês. Apenas aos fins de semana, o fluxo é de 8 mil veículos”, afirma o superintendente do shopping, Sidney Pereira.
“Quando tivemos a ideia de lançar um shopping em Ceilândia, percebemos um bom momento da economia brasileira e o aumento do consumo das classes C e D. E já era uma reivindicação dos próprios moradores, que precisavam se deslocar por muitos quilômetros para ir a um grande centro comercial. Agora, pela proximidade, muitos vão às compras a pé, sem a necessidade de utilizar o transporte público. O morador sai de casa e, em poucos minutos, está em um shopping que oferece infraestrutura e lazer”, avalia Pereira.
As perspectivas são as melhores para os próximos anos. “As pessoas estão cada vez mais dentro do shopping e a expectativa é de que o crescimento seja muito maior daqui para frente”, conta. (RC)
Por: Rodolfo Costa - Correuio Braziliense - 28/03

