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Distritais decidem travar pauta de projetos na Câmara

Deputados da chamada "bancada da bala" se unem à oposição para suspender votações de projetos do Buriti;
Por: Daniel Cardozo,

Declarando apoiar o movimento dos policiais e bombeiros,  deputados decidiram ontem travar a pauta de projetos do governo na Câmara Legislativa. Os distritais ligados às corporações do setor querem impedir votações enquanto a negociação não for concluída.

O movimento começou  terça-feira, com os deputados Aylton Gomes (PR) e Patrício (PT), que têm como bases eleitorais bombeiros e  policiais militares, respectivamente. Mesmo com poucos distritais em plenário, receberam apoios. 

Sumiço geral
Já na sessão de ontem, a tendência continuou: deputados registravam presença, mas poucos permaneciam por muito tempo. Quando chegou a hora de deliberar sobre os projetos, o quorum era de apenas sete, dos 24 parlamentares.

Segundo Aylton Gomes, a obstrução é uma maneira de protestar contra  o governo, que segundo ele não reconhece a assembleia realizada na terça-feira por policiais militares, embora tenha negociado  com os oficiais. O deputado deixou a sessão de ontem logo depois de anunciar que a obstrução continuaria. “Acredito que os parlamentares vão realmente  trancar a pauta até o governador nos chamar para que a gente possa falar nesse assunto”, disse.

Os governistas presentes evitaram o confronto, mas repeliram o que consideraram radicalismo de distritais ligados às corporações, em especial deputado petista Patrício, ex-presidente da Câmara, e o próprio Aylton, 

Patrício quer ocupar
O deputado Patrício  prometeu mobilizar os policiais para fazerem o que chamou de “ocupação pacífica na Câmara”, além de convidar os parlamentares a aderirem à paralisação. A obstrução ganhou apoio dos deputados Doutor Michel (PP), ligado à Polícia Civil, Celina Leão  (PDT) e Joe Valle (PDT).

A posição de Patrício foi considerada “gravíssima” pelo líder do bloco PT-PRB, Chico Vigilante. Os deputados governistas acreditam que  distritais como Patrício e Aylton estão sacrificando os interesses do Distrito Federal, especialmente a segurança, em favor de interesses eleitoreiros.

Ponto de Vista
O presidente da Câmara, deputado Wasny de Roure (PT) considera legítima a  obstrução da pauta, mas acredita que os próprios parlamentares são prejudicados, porque projetos e requerimentos de autoria de deputados deixam de ser aprovados. “É absolutamente da democracia. Precisamos entender que o parlamento não é só uma casa deliberativa, mas tem as injunções políticas e  precisamos saber dialogar”, disse.

Governo apela ao bom senso
A líder do governo, deputada Arlete Sampaio (PT), interpreta o cenário como indefinido, mas acredita no bom senso para a condução das negociações.  Arlete também pede compreensão aos deputados, em relação ao travamento da pauta. 

“Quero chamar a responsabilidade de meus colegas para que não se deixe de votar projetos importantes, cumprir o nosso papel como parlamentares, por conta de vinculações corporativas. Peço que deixemos de lado isso nosso trabalho corporativo de lado para cumprir nosso trabalho como representantes do povo”, recomendou.

O deputado Paulo Roriz (PP), escolhido essa semana presidente da Comissão de Segurança Pública, leu em plenário uma carta de entidades representativas dos comerciantes, donos de postos de gasolina e de restaurantes, pedindo apoio dos parlamentares para que a situação seja resolvida.

Sem quorum
Desde que os parlamentares voltaram do recesso, no dia 3 de fevereiro, não houve quorum para votar projetos, tanto do governo como de distritais. No único dia intenso de trabalhos, houve uma reunião, informal, para tratar da crise de segurança. Nesse dia, foram chamados representantes das associações de policiais militares, integrantes dos conselhos comunitários de segurança e o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília - 

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