Escala de gravidade crescente
O Buriti mandou um recado aos distritais que compõem a sua bancada — a verdadeira, de maior lealdade, não a fluida base de apoio de 21 integrantes. Considera muito grave, do ponto de vista político, a situação surgida com a posição tomada pelos praças da Polícia Militar. Os governistas falam na combinação de quatro fatores explosivos. Primeiro, a insubordinação. Segundo, o risco de que, em breve, ninguém obedeça ninguém na área de segurança. Terceiro, o fato de se tratarem de homens com armas. Quarto, enfim, o respaldo de dissidências do próprio governo. Nesse sentido, o discurso feito ontem pelo deputado Patrício foi encarado com a maior seriedade. O mínimo que se dizia, no Buriti, é que o ex-presidente da Câmara sacrificou questões cruciais como a segurança pública em função do clima eleitoral.
Apelo à Força Nacional
Como presidente da Comissão de Segurança da Câmara Legislativa, o distrital Paulo Roriz recebeu na tarde de ontem ofício encaminhado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel), Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), e Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Similares de Brasília (Sindhobar) pedindo a intervenção da Força Nacional de Segurança na capital enquanto o impasse travado entre o governo e os Policiais e Bombeiros Militares não é resolvido. No ofício, os empresários se referem à “onda de violência que tomou conta do DF desde o início do ano”. Paulo Roriz, que não anda em uma fase lá muito governista, convocou uma reunião da Comissão para a próxima segunda-feira.
Fonte: Do Alto da Torre - Jornal de Brasilia - 20/02
Fonte: Do Alto da Torre - Jornal de Brasilia - 20/02

