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André Duda joga com imagem de Agnelo e PT teme chave de cadeia

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Por: José Seabra
O secretário de Publicidade do Governo do Distrito Federal, André Duda, estaria usando o poder do seu cargo para auferir benefícios próprios. O método consistiria em pressionar agências de propaganda que atendem ao Palácio do Buriti, além de veículos.
André Duda administra um orçamento estimado em 300 milhões de reais. É dinheiro para campanhas publicitárias, promocionais e institucionais, do Palácio do Buriti e de empresas estatais e órgãos das administrações direta e indireta.
A denúncia, rica em detalhes, é de um profissional do mercado publicitário. Atendendo pedido da fonte, que teme represálias, Notibras mantém seu nome no anonimato.
As acusações são graves. Além do próprio secretário André Duda, haveria o envolvimento do jornalista Wellington Morais, que ocupou a mesma cadeira nos governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda.
Ex-assessores do governador teriam demonstrado inconformismo com a ação de André Duda. Ao menos dois colaboradores próximos a Agnelo – o ex-secretário Abimael Nunes, sucedido no cargo por André Duda, e Lula Costa Pinto, que coordenou a área de imprensa na campanha eleitoral – teriam seus interesses contrariados.
A preocupação com o ‘jeito de ser’ de André Duda rompeu a fronteira do Palácio do Buriti e desaguou no PT. Muitos próceres do partido se sentem incomodados. Há quem tema um escândalo nas proporções que levaram à renúncia e posterior prisão do ex-governador José Roberto Arruda. Na ocasião, Wellington Morais também passou um longo período na Penitenciária da Papuda.
Segundo o relato feito a Notibras, outras autoridades do governo estariam envolvidas na distribuição da verba publicitária. As agências que se opõem a atender à nova orientação não recebem campanhas de vulto. E veículos, a exemplo de Notibras, são retirados da mídia publicitária.
Abimael Nunes, Lula Costa Pinto e Wellington Morais, procurados por Notibras, não retornaram as ligações. Já o secretário André Duda, por email, procurou desqualificar as denúncias. “Não tenho nenhum comentário sobre essas acusações falsas”, resumiu.

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