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Agnelo manda André Duda reagrupar exército de fakes e atacar opositores

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O secretário de Publicidade do Governo do Distrito Federal, André Duda, está reagrupando o exército de fakes criado por seu antecessor Abimael Nunes.  A ordem, partida expressamente do governador Agnelo Queiroz, é denegrir a imagem de quem faz oposição ao Palácio do Buriti.
Uma fonte de Notibras assustou-se com a notícia que circula com a velocidade de um raio nos corredores palacianos. Em longo telefonema, contou em detalhes a estratégia montada por André Duda.
A tropa de choque, ao contrário do que fez Abimael, não será paga por nenhuma agência de publicidade que atende ao governo. O dinheiro virá diretamente em forma de salário dos milhares de ocupantes de cargos de confiança distribuídos nas administrações regionais e secretarias de Estado.
Os primeiros ataques estão prontos para ser desferidos logo após o carnaval. Os principais alvos são os candidatos em potencial a derrotar Agnelo Queiroz nas eleições de outubro, a exemplo dos deputados Eliana Pedrosa (PPS) e Antônio Reguffe (PDT). Os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz também estão na lista.
A prática utilizada por Agnelo Queiroz, que promove uma guerra de nervos dos velhos tempos do PCdoB, foi condenada no ano passado pela sociedade civil organizada. Acionado, o Ministério Público entrou em ação e dispõe de farto material passível de condenar o governador.
Avisado, o deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS, promete ocupar uma trincheira para rebater eventuais acusações e acionar a Justiça. Freire foi uma das principais vítimas dessa ação insidiosa no ano passado. Seus interlocutores garantem que Agnelo, uma pessoa desclassificada (nas palavras do próprio presidente do PPS) não sairá incólume na eventualidade de avançar com seu exército de fakes.
Na gestão de Abimael Nunes à frente da Secretaria de Publicidade, a empresa Sarkis Comunicação foi acusada de operar e administrar contas falsas, mais conhecidas como fakes, nas redes sociais. O dinheiro para pagar os ‘Soldados do Buriti’ vinha de uma das agências de publicidade que atende ao Palácio do Buriti.
André Duda, porém, não quer correr o risco de ser processado e condenado. Teme acabar como seu sócio Wellington Morais, que passou um período na Penitenciária da Papuda por extrapolar em suas atribuições quando ocupava a mesma cadeira na Secretaria de Publicidade.
Para evitar riscos maiores, André Duda sugeriu a Agnelo Queiroz transformar em fakes os servidores que ocupam cargos de confiança. O governador acatou a proposta, mas fez uma ressalva. Se acontecer de os ataques não funcionarem, as agências de publicidade serão acionadas para contratar ‘profissionais de verdade’.
José Seabra

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