O projeto problema
Apesar do clima de insatisfação após a audiência pública na Câmara dos Deputados, os parlamentares não pretendem entrar com uma ação judicial no momento. Para o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), por exemplo, o diálogo deve ser o melhor caminho. Mas caso não seja suficiente, não estão descartadas medidas mais radicais. “A gente espera bom senso do GDF, para não levar adiante o projeto. Vamos procurar meios políticos nesse momento”, afirmou.
Tabelas comparativas
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O PPCUB é uma lei que deverá orientar a população e o poder público com diretrizes de uso e ocupação e ações para o resguardo dos princípios fundamentais do plano urbanístico de Brasília, cuja poligonal tombada compreende Plano Piloto, Candangolândia, Cruzeiro e Sudoeste/Áreas Octogonais.
A Câmara Legislativa também está fazendo audiências públicas. Para este mês estão previstos mais dois encontros.
Ausência do secretário e de deputados
Convidados para a audiência, os deputados distritais Cristiano Araújo (PTB), presidente da Comissão de Assuntos Fundiários, e Cláudio Abrantes, relator do PPCUB, não compareceram e não apresentaram justificativa à bancada. Segundo a assessoria de Araújo, o distrital já tinha um compromisso agendado anteriormente. Já Abrantes não foi encontrado para falar do assunto.
Para falar sobre o projeto no lugar do secretário de Habitação, Geraldo Magela, a diretora de preservação da Sedhab, Rejane Jung, foi escalada para prestar esclarecimentos na audiência. Segundo ela, o plano ainda pode ser aprimorado. “O objetivo foi trazer esclarecimentos. O texto ainda pode ser melhorado e podemos verificar pontos pouco consistentes”, garantiu.
Ponto de Vista
Para o arquiteto e urbanista Thiago Andrade, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), muitos pontos do PPCUB representam incertezas sobre o futuro do conjunto urbanístico. Além disso, as decisões políticas estaria prevalecendo. “A participação popular nas audiências públicas promovidas pela Câmara Legislativa tem sido deturpada. Também pesa o fato de que os pareceres dados por técnicos do GDF não têm sido respeitados. O texto é mal redigido e o IAB quer levar esse caso para o plano nacional”, disse.
