Foto: Arquivo Notibras
A especulação imobiliária no Guará é motivo de preocupação para os moradores da cidade. Um termo que fica mais evidente quando o assunto é o Parque Ezechias Heringer, uma área com mais de 300 hectares que a população quer ver preservada – mas que já é alvo de diferentes manobras.
A preocupação com o parque – e o temor de que ele venha a ser destinado a ‘espigões’, substituindo as árvores por uma verdadeira ‘selva de pedras’ – ficou evidenciada neste fim de semana, durante a audiência pública para discutir a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos).
A preocupação com o parque – e o temor de que ele venha a ser destinado a ‘espigões’, substituindo as árvores por uma verdadeira ‘selva de pedras’ – ficou evidenciada neste fim de semana, durante a audiência pública para discutir a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos).
Por causa do grande avanço das construções em áreas até então verdes no Guará, as consequências são drasticamente sentidas pelos moradores. Foi o que disse Luciano Lima, residente na cidade há vários anos.
- A cidade se verticalizou demais e por isso o clima está mais quente, afirmou, sob os aplausos de um auditório, que ratificavam os argumentos do morador.
Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente e relator da matéria naquele órgão técnico da Câmara Legislativa, o deputado distrital Robério Negreiros (PMDB) mostrou preocupação com o futuro do Guará.
- Precisamos ficar atentos para que na elaboração final da Luos, essa área, que é um pulmão verde em Brasília, não fique aberta à especulação imobiliária. A população tem que ser atendida nesse pleito e vamos trabalhar pra isso, disse.
Sobre o Polo de Modas, empresários criticaram o uso misto do local – comercial e residencial. No início, a atividade era exclusivamente para lojas no segmento de vestuários. No entanto, com o passar do tempo, surgiram quitinetes. Alguns moradores criticaram o Estado por não ter fiscalizado a mudança irregular de destinação. Outros pediram pela preservação original do setor.
Representante dos moradores do Setor Jóquei Club, Carlos Masson se mostrou preocupado com a responsabilidade administrativa da região. Segundo ele, discute-se a possibilidade da área pertencer ao Vicente Pires. “A associação dos moradores fez uma consulta popular com 500 assinaturas e 80% querem continuar como Guará”, justificou.
A audiência é prioritariamente para discutir questões coletivas. Porém, alguns pontos são levantados por particulares, mas que interferem na sociedade. Exemplo disso é um lote localizado próximo ao Casa Park que foi vendido pela empresa Caenge. À época, o objetivo da venda era para sanar dívidas e não demitir funcionários - hoje na casa dos 1.200 empregados. Segundo representante da empresa, Paulo Menecucci, até o momento a área não tem um alvará, o que travou a transação.
